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Campo Grande, quinta-feira, 24 de setembro de 2026.

Fique sempre atento com os sintomas sentidos no cotidiano e busque de imediato atendimento médico (Ilustração)
Fique atento, pois ao sentir dor de cabeça, tontura Dor de cabeça, visão embaçada, zumbido nos ouvidos ou fraqueza, procure um médico imediatamente, pois um dos sintomas mencionados pode ser o princípio de hipertensão arterial (pressão alta), considerada como uma doença crônica caracterizada por níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias, geralmente iguais ou superiores a 140/90 mmHg (14 por 9).
Quando buscamos o posto de saúde, passamos pela triagem onde é auferida a pressão arterial para a primeira avaliação do profissional.
O que é a Pressão Alta
Normalmente perguntamos: o que é Pressão Alta?
É um estado em que o coração precisa fazer mais força que o normal para bombear o sangue para todo o corpo.
Esse pode ser o primeiro sinal, considerado uma condição silenciosa porque raramente apresenta sintomas na fase inicial e a falta de controle pode causar infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC), e problemas nos rins e no coração.
Causas e Fatores de Risco
As causas são várias e todas elas, ocasionam fatores de risco, e entre as mais comuns estão:
Genética: Em cerca de 90% dos casos, o problema é herdado dos pais.
Estilo de vida: Obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de sal e bebidas alcoólicas, e tabagismo.
Idade: O risco aumenta com o envelhecimento.
Conforme os registros extraoficiais, em Mato Grosso do Sul, foram registrados em 2.025, 850 mortes causadas diretamente por hipertensão conforme levantamento oficial divulgado pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
A pressão alta atua como o principal fator de risco para o grupo de doenças cardiovasculares no Estado, que somou 4.838 óbitos (sendo 2.904 por infarto, 1.249 por AVC e 685 por insuficiência cardíaca).
Por isso, a hipertensão é um dos principais fatores de risco para infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doença renal crônica. Embora muitas pessoas precisem de medicamentos para controlar a pressão arterial, mudanças no estilo de vida continuam sendo a base do tratamento e, em alguns casos de hipertensão leve, podem até adiar a necessidade de remédios.
A boa notícia é que pequenas mudanças na rotina já são capazes de produzir resultados consistentes quando mantidas ao longo do tempo.
Entre todas as estratégias não medicamentosas, poucas acumulam tantas evidências quanto a alimentação. Um estudo com mais de 400 adultos, mostrou que combinar uma dieta com baixo teor de sódio ao padrão alimentar DASH promove uma queda significativa da pressão arterial.
A dieta DASH (dieta para combater a hipertensão, em português) prioriza frutas, verduras, legumes, grãos integrais, oleaginosas, laticínios com baixo teor de gordura e proteínas magras. Esses alimentos são ricos em potássio, cálcio, magnésio e fibras, nutrientes que ajudam a regular a pressão.
Em contrapartida, o consumo de ultraprocessados, embutidos, alimentos ricos em sódio, açúcar e gorduras saturadas deve ser reduzido, já que favorece o aumento da pressão arterial.
2. Pratique atividade física regularmente
Mexer o corpo é outra medida que faz diferença. Exercícios aeróbicos, como caminhada acelerada, corrida, ciclismo, natação e dança, ajudam a relaxar os vasos sanguíneos —normalmente contraídos ou estreitados nos hipertensos—, facilitam o controle do peso e reduzem a resistência à circulação do sangue.
A prática regular também melhora a saúde cardiovascular como um todo e potencializa os efeitos da alimentação saudável no controle da hipertensão.
3. Durma bem e cuide do estresse
Sono de qualidade e equilíbrio emocional também influenciam diretamente a pressão arterial. Durante as fases mais profundas do sono, o organismo regula hormônios envolvidos no funcionamento do sistema cardiovascular. Dormir pouco ou mal favorece alterações que dificultam esse controle.
O estresse crônico também contribui para elevações repetidas da pressão. Técnicas de relaxamento, meditação, exercícios respiratórios, psicoterapia e momentos de lazer ajudam a reduzir essa resposta do organismo e podem complementar o tratamento.
Quando os remédios são necessários
Nem sempre as mudanças de hábitos são suficientes para controlar a hipertensão. Quando a pressão permanece elevada ou o risco cardiovascular é maior, o médico pode indicar medicamentos para manter os níveis dentro da faixa recomendada.
Mesmo nesses casos, abandonar o estilo de vida saudável não é uma opção. Alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado e controle do estresse continuam sendo aliados importantes para potencializar o efeito dos remédios, reduzir complicações e manter a pressão sob controle a longo prazo.
A hipertensão é um dos principais fatores de risco para infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doença renal crônica. Embora muitas pessoas precisem de medicamentos para controlar a pressão arterial, mudanças no estilo de vida continuam sendo a base do tratamento e, em alguns casos de hipertensão leve, podem até adiar a necessidade de remédios.
A boa notícia é que pequenas mudanças na rotina já são capazes de produzir resultados consistentes quando mantidas ao longo do tempo.
(UOL)
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