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Campo Grande, terça-feira, 22 de setembro de 2026.

Briga registrada na posse dos Vereadores, na década de 1.980, não foi nenhum privilégio na Câmara de Dourados, pois tais fatos, se tornaram comuns nos dias de hoje (Foto:Google)
Próximo ao término do período de veiculação no rádio e televisão, a cansativa campanha política vai finalmente chegando ao fim e confesso que desta vez, pelo fato de não ter acompanhado tal como no passado, mas eu acho que, os dois mundos vividos por mim, o antes da internet e o pós, não foram tão diferentes, claro que, pelo fato de ser devidamente super editado, pelo menos nos veículos de comunicação, as falas dos candidatos não causam mais risos pelas gafes cometidas pelos mesmos.
No entanto, me recorro a um dos mundos vividos por mim, o antes da internet, quando os candidatos se davam ao “luxo” de deitar e rolar nos erros quanto ao uso da língua pátria e não se sabe se era para agradar a plateia ou se por falta de conhecimento mesmo!
Dourados
Esse fato, claro que tal como os anteriores já contados aqui, aconteceu e o mesmo foi na cidade de Dourados, município localizado na região sul do Estado de MS.
Antes de relatar a história verídica é importante alertar a todos quanto ao uso do adjetivo!
Quanto o mesmo integra o cotidiano, tal como “bom”, “legal”, “bonito”, entre outras dezenas mas no mesmo “estilo” e com o mesmo grau de conhecimento de todos, sem problema.
No entanto, quando o uso do adjetivo foge do cotidiano, ai o usuário do mesmo poderá arrumar uma grande confusão.
O site grito regional.com.br por pouco não foi uma das vítimas, quando o mesmo usou o adjetivo “bisonho” ao mencionar em uma matéria divulgada, um time de futebol feminino, cuja jogadora mais “velha”, deveria ter 17 anos.
Naquele dia, o telefone celular do editor ficou acreditem, “congestionado!”
Mas desta feita, o adjetivo que terminou em briga em plena Câmara Municipal da cidade acima mencionada, foi o “neófito” que pode ser o sinônimo do “bisonho”, dependendo é claro da conotação.
Na década de 1.980, a Câmara Municipal de Dourados, era composta por apenas 15 Vereadores, sendo que hoje, são 21 edis (Vereadores).
Naquela década, de 1.980, ainda nem se sonhava com internet, telefone celular e de forma geral, a modernidade tal como hoje.
Nas eleições, um dos candidatos, novato, como dizem no ditado popular, “marinheiro de primeira viagem”, acabou sendo um dos eleitos e com isso, claro, ocuparia uma das 15 Cadeiras no Legislativo Municipal de Dourados.
Além dele, um novato, mas que levou e agradou os eleitores com as suas propostas para alavancar o referido município, outros mais experientes, os chamados também tal como o dito popular de “profissionais da política” foram eleitos.
Pelo fato de ser “novato” no mundo da política, onde “camarão que dorme a onda leva”, o novo Vereador –não citarei os nomes dos envolvidos por orientações do advogado do site grito regional.com.br se preveniu e tratou de reforçar os funcionários do seu Gabinete, com um “Chefe” de larga experiência e muito conhecimento da matéria, aquele cara que conhecia os atalhos.
Confusão
Como faz parte da legislação, a Mesa Diretora, com o Presidente, claro, é eleita no primeiro dia da legislatura, no dia 1º de janeiro.
Após a eleição e posse dos novos integrantes da Mesa Diretora, chegou a hora dos discursos.
O Plenário como sempre lotado e mesmo a Casa tendo apenas 15 Vereadores, mas sempre lota com pessoas ficando em pé pra acompanhar tal acontecimento.
Entre os presentes, as esposas, namoradas, mães, irmãs, de forma geral, boa parte dos familiares dos Vereadores eleitos e todas muitíssimo bem vestidas, usando os trajes a rigor.
No uso da palavra, um Vereador, muito conhecido na cidade, velho na casa, um veterano, um perito na política municipal.
Usando o microfone no próprio pedestal, pois não pode tirar do local, na Tribuna, ele começou o discurso saudando os presentes e aos poucos se direcionou aos novos companheiros da casa a quem foi destacando nominalmente.
Neófito
Ao destacar o Vereador “novato”, o “marinheiro de primeira viagem”, em tom alegre, de confiança o veterano disse o seguinte:
“Entre os eleitos, destaco ainda o neófito Vereador fulano de tal (citando o nome do novo Vereador da Casa), que por certo muito nos ajudar no crescimento da cidade…”
Nesse meio tempo, o experiente Chefe de Gabinete que foi contratado para reforçar o time do novo Vereador, chegou ao mesmo e ao pé do ouvido disse:
“Você ouviu o que fulano (Vereador que fazia o uso da palavra) te chamou?”
E o novato Vereador respondeu o que significava aquilo (neófito).
E o Chefe do Gabinete prontamente respondeu:
“Ele te chamou de viado, filho da puta!”
Prontamente o Vereador novato pediu a palavra que foi concedida pelo “veterano” e este repetiu:
“Agora, concederei a palavra ao neófito companheiro fulano de tal (citando o nome do Vereador).
E dizendo isso, permaneceu no púlpito, com um riso de alegria pela concessão ao novo colega.
Eis que o vereador novato, ainda desajeitado quanto à altura ideal para o uso do microfone já foi logo lascando e rasgando o verbo:
“Olha aqui, assim como eu não te conheço, você também não me conhece e viado e filho da puta só pode ser você seu corno de merda!”
O Vereador veterano sem entender nada, ficou indignado com as ofensas e quando viu que o Vereador novato não parava com os xingamentos, decidiu partir pra briga e foi uma grande confusão no dia que era pra ser festivo entre os 15 Vereadores empossados.
Segundo os comentários, depois que tudo foi esclarecido, o Chefe de Gabinete, antes mesmo de exercer o cargo nem chegou a ser nomeado e perdeu o lugar.
Por isso, muito cuidado ao fazer o uso dos adjetivos que não integram o cotidiano.
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