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Campo Grande, sexta-feira, 18 de setembro de 2026.

Diagnósticos médicos indicam que,além da intensador, a hemorroidas causam ainda grande desconforto ao paciente(Ilustração)
Quem já teve uma crise de hemorroidas —dilatação das veias do ânus— provavelmente conhece a dúvida: dá para continuar colocando pimenta no prato ou é melhor evitar o tempero?
Embora a associação seja comum, a pimenta não aumenta o risco de desenvolver hemorroidas. O problema aparece em quem já apresenta a doença. Nesse caso, o alimento pode irritar uma região que já está inflamada e intensificar o desconforto durante ou depois da evacuação.
As hemorroidas são bastante comuns e podem surgir em diferentes fases da vida. A predisposição genética tem papel importante, mas hábitos alimentares, funcionamento do intestino, sedentarismo, excesso de peso e gravidez também influenciam,
Por que a pimenta pode piorar os sintomas?
A responsável por tornar o condimento uma vilã é a capsaicina, substância que confere o sabor picante e tem ação vasodilatadora. Como ela não é metabolizada pelo organismo, a mesma ardência sentida na boca acaba irritando também a mucosa intestinal e anal, provocando inchaço, sangramento e dor quando há vasos dilatados ou inflamados no local. As pimentas com maior concentração de capsaicina, como as vermelhas, tendem a provocar uma reação mais intensa.
Evitar o tempero durante uma crise pode reduzir o desconforto, mas isso não trata a causa da hemorroida. Da mesma forma, consumir pimenta não significa necessariamente que a doença vai evoluir.
Café, bebidas cafeinadas e álcool também podem piorar o desconforto em algumas pessoas, principalmente por irritarem o trato gastrointestinal ou alterarem o funcionamento intestinal. A tolerância, porém, varia.
O que é hemorroida?
A doença hemorroidária ocorre quando os vasos sanguíneos da região anal ficam dilatados, com presença de inflamação ou não. Os sintomas costumam aparecer durante a evacuação e incluem dor, coceira, inchaço e sangramento.
Existem hemorroidas internas e externas. As primeiras ficam dentro do canal anal e podem se projetar para fora durante a evacuação. Dependendo do caso, o tecido volta sozinho para o interior ou precisa ser reposicionado manualmente.
As externas ficam na borda do ânus e podem formar um coágulo dentro do vaso, situação conhecida como trombose hemorroidária.
O que aumenta o risco?
A genética é um dos principais fatores, mas o funcionamento do intestino também pesa. Uma alimentação pobre em fibras, pouca ingestão de líquidos e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados podem favorecer fezes mais ressecadas e aumentar o esforço durante a evacuação.
Esse esforço eleva a pressão sobre os vasos da região anal e pode contribuir para o aparecimento ou agravamento das hemorroidas.
A gravidez também favorece o problema. O crescimento do útero aumenta a pressão sobre os vasos da região anal, enquanto as alterações hormonais podem afetar o funcionamento intestinal.
Já a prática regular de atividade física ajuda a manter o intestino funcionando e facilita a evacuação. Passar muitas horas sentado e o excesso de peso, por outro lado, estão entre os fatores associados ao maior risco.
Com informações Uol
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