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Campo Grande, segunda-feira, 28 de setembro de 2026.

O colesterol é essencial para o organismo, mas níveis elevados de LDL podem favorecer o acúmulo de placas nas artérias e aumentar o risco cardiovascular (Foto:Google)
É comum após uma consulta médica, o paciente comentar a respeito do percentual do colesterol, apontado através dos resultados dos exames e que são explicados pelo profissional e como se sabe tem dois tipos: bom (HDL) e o ruim (LDL).
Afinal, o que é colesterol?
O colesterol é um tipo de gordura essencial para o funcionamento do corpo, usado para produzir hormônios e vitamina D, sendo que cerca de 70% dele é produzido pelo próprio fígado e 30% vem da alimentação.
O colesterol ganhou fama de vilão, mas a substância é indispensável ao organismo. Ela participa da formação das membranas das células e da produção de hormônios, vitamina D e ácidos envolvidos na digestão das gorduras.
O problema aparece quando seus níveis ficam elevados, sobretudo o LDL, uma de suas principais frações. Em excesso, ele pode se acumular na parede das artérias e contribuir para a formação de placas, chamadas de aterosclerose. Quando essas placas se rompem, podem surgir coágulos capazes de bloquear o fluxo sanguíneo e provocar infarto ou AVC.
No entanto, ter LDL elevado não significa, por si só, que uma pessoa terá um evento cardiovascular. A avaliação precisa considerar o conjunto de fatores de risco.
Idade, histórico familiar, tabagismo, hipertensão, diabetes, obesidade, gordura visceral e síndrome metabólica entram nessa conta. Quanto maior a combinação desses fatores, maior tende a ser o risco cardiovascular associado ao colesterol elevado.
Índices satisfatórios de colesterol
Colesterol total: menor que 190 mg/dl
Colesterol HDL: maior que 40 mg/dl
Colesterol LDL: menor que 130 mg/dl em pessoas com risco cardiovascular baixo; menor que 100 mg/dl em pessoas com risco cardiovascular intermediário; menor que 70 mg/dl em pessoas com risco alto e menor que 50 mg/dl em pessoas com risco cardiovascular muito alto
Colesterol não HDL: menor que 160 em pessoas com risco cardiovascular baixo; menor que 130 em pessoas com risco intermediário; menor que 100 em pessoas com risco alto; 80 mg/dl em pessoas com risco muito alto.
E quando o colesterol aparece alto?
A conduta depende do risco cardiovascular global. Pessoas classificadas como de alto risco podem precisar de medicamentos para reduzir o LDL de forma mais intensa. Em outros casos, mudanças no estilo de vida podem fazer parte da estratégia inicial.
A alimentação saudável é importante, especialmente para reduzir o consumo de gorduras saturadas e ultraprocessados, mas ela não influencia sozinha os níveis de colesterol, já que a maior parte é produzida pelo próprio fígado.
Por isso, atividade física regular precisa entrar na jogada, principalmente por favorecer o controle do peso e reduzir o excesso de gordura corporal.
Tudo isso, no entanto, deve ser mantido para o resto da vida. Mesmo que o índice volte ao normal, com ou sem medicação, é necessário manter um estilo de vida saudável e estar sempre vigilante.
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