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Campo Grande, sábado, 09 de maio de 2020.

Escrevendo a história

Um dos árbitros mais solicitados, Alan Larios Lezo, em poucos anos de atividade, já faz parte do futebol de MS

Por Gilson Giordano em 02/05/2020 às 10:01

Alan Larios Lezo (e), ao lado dos demais árbitros, pronto para comandar mais uma partida de futebol (Foto: Face book)

Caso ele tivesse o poder, com certeza se desdobraria em vários para estar trabalhando nos jogos dos mais variados campeonatos de futebol amador da Capital de MS, isso devido a sua conduta profissional dentro e fora das quatro linhas, quer seja no amador, ou no futebol profissional onde também, ganhou destaque estadual nacional.

Esse poderia ser o resumo da entrevista concedida ao site gritoregional.com.br, pelo árbitro Alan Larios Lezo um dos mais solicitados árbitros de futebol do Estado e que todos os times ou clubes, querem tê-lo no comando das partidas.

Diz a história que, o árbitro para ser bom, tem que passar o jogo e sair de campo, sem ser notado e ao interferir na partida, faça de acordo com as regras, sem os costumeiros “estardalhaços” e as costumeiras “gesticulações” e sempre de forma discreta: Alan Larios Lezo!

Alan Larios Lezo, contou um pouco da sua vida como árbitro de futebol, função essa que o mesmo vem exercendo há 12 anos, com muito sucesso.

Formando na turma de 2007, Alan que hoje pertence ao Quadro de Árbitros de Futebol da FFMS, na categoria FFMS-1, pela competência técnica e disciplinar, Alan já trabalhou nos mais diversos Estados, em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro,  praticamente em todas as séries: A, B, D e D.

Falando ainda sobre a época em que se formou como árbitro de futebol, Alan não se esqueceu de mencionar as aulas práticas feitas no gramado do Morenão, onde tempos depois, se tornaria uma das principais atrações, trabalhando nos jogos do Campeonato Estadual de Futebol.

Recém formado, ele recordou dos tempos em que trabalhou nos jogos das categorias de base, aonde o novo árbitro vai colocando em prática o aprendizado colhido na época do curso.

Completado o primeiro passo, que foram os trabalhos nas categorias de base, preparado para novos desafios, Alan Lezo começou a alçar vôos mais altos e a partir de então, começou a trabalhar nos jogos válidos pelos Campeonatos Amadores, disputados nos campos dos bairros da Capital.

De acordo com as suas declarações, o futebol amador e para ele, uma grande paixão e onde o mesmo busca inspiração para o aprimoramento profissional.

“O objetivo de todos os árbitros é trabalhar na categoria profissional, no entanto, nos jogos amadores, colocamos em prática todos os nossos conhecimentos”, disse.

Sempre solicitado também, para trabalhar nos jogos da referida categoria onde já dirigiu várias decisões e em todas sempre com participação de grandes times, Alan trás vivo na memória duas decisões, sendo uma na Arena Campo Nobre e outra, na decisão da Copa da TV Record, devido à qualidade técnica dos times finalistas.

Haja fôlego

Sempre muito solicitado e quando não está escalado para o futebol profissional, Alan chega a trabalhar de cinco a seis jogos nos fins de semana na Capital e segundo o mesmo, apitando às vezes, três jogos aos sábados e aos domingos.

O árbitro faz questão de explicar que, pelo fato de o tempo de jogo no futebol amador ser bem menor que do profissional – 50 minutos – além das dimensões do campo também serem menores, esses detalhes possibilitam que no caso dele, apite esse total de jogos nos fins de semana.

“Estando bem condicionado fisicamente, podemos apitar esse número de jogos sem problemas”, justificou.

Segurança

Foi-se o tempo em que  eram registradas as então costumeiras brigas em jogos dos campeonatos amadores na Capital e segundo Lezo, hoje graças aos organizadores dos campeonatos e também do sindicato, esse tipo de agressão aos poucos está sumindo do contexto futebolístico e com a filosofia empregada pelos donos de times e com a mentalidade dos novos jogadores, a tendência é acabar de vez. Além disso, ele frisou que o diálogo com os jogadores é fundamental para a condução da partida até o seu encerramento.

Antes do jogo, Alan é devidamente reconhecido e recebe do organizador da competição, uma rosa em nome da paz (Foto: Face book)

“Procuro sempre conversar com os atletas e com isso, tenho evitado as discussões que sempre terminam em brigas. Além de dialogar com todos em campo, temos também a pronta intervenção dos organizadores dos campeonatos e também o Sindicato que muito tem nos auxiliados”, afirmou.

No passado era um tanto “comum”, as agressões de jogadores aos árbitros de futebol, mas essa prática mudou e muito e para tanto, a intervenção do sindicato foi fundamental para dar o basta nessa covardia.

Escalas

Mesmo sendo um dos mais solicitados também no futebol amador da Capital de MS, Alan Lezo tem que obedecer a escala por parte do Sindicato dos Árbitros que determina em que jogo e bairro, o árbitro devera trabalhar no fim de semana.

“Nós não escolhemos. O sindicato que faz a escala e somos apenas informados onde trabalharemos no fim de semana e à medida que os jogos vão se afunilando, vamos apitando em bairros diferentes”, disse.

Coronavírus

Com a pandemia causada pelo Covid 19, as atividades esportivas e tudo de forma geral, foram paralisadas, mas para não perder o condicionamento físico, Alan continua se exercitando em casa, onde além da série de exercícios diários, realiza também alongamentos e tudo sob a base de uma ótima alimentação.

“Mesmo parado, não podemos nos descuidar e no meu caso, tenho feito exercícios diários, com série de alongamentos e é claro com uma alimentação saudável, pois precisamos estar bem quando tivermos que voltar às atividades”, ensinou.

Um dos pratos preferidos do árbitro é um bom peixe e o mesmo faz questão de fisgar uma  linda espécie, mas apenas quando curte os dias de folga.

Além da alimentação saudável, Alan não dispensa uma pescaria para relaxar e manter os reflexos apurados (Foto: Facebook)

Taxa

Um dos assuntos que tende a ganhar talvez certo destaque, é quanto à diminuição do valor da taxa de arbitragem e de acordo com o Sindicato dos Árbitros que pretende levar o assunto à categoria, para as competições que foram paralisadas, cujos times já pagaram a taxa de inscrição cobrada na época, nesse caso não tem como diminuir o valor, no entanto, para os campeonatos que serão iniciados e desde que, os organizadores diminuam o valor das inscrições bem como das premiações, existe sim a possibilidade, mas para tanto, tudo deve ser devidamente documentado.

Com a educação que lhe é peculiar, Alan defende o consenso e todos juntos, busquem a alternativa certa para a volta mais rápida da modalidade para alegria dos torcedores que tem no futebol, a única opção de lazer e diversão.

“Temos que ver com o sindicato e os organizadores dos campeonatos e juntos, buscarmos o diálogo, o entendimento e chegarmos a um consenso e com isso a todos se ajudando para que o futebol amador volte o mais rápido possível”, disse.

Antes de encerrar a entrevista, Alan Larios Lezo, fez questão de destacar e parabenizar a forma como a União Esportiva de Futebol Amador (UEFA-MS), além de ter mudado a prática, vem conduzindo o futebol amador na Capital do Estado e graças aos diretores da entidade, o futebol a cada dia está mudando, vários jogadores têm novo conceito sobre a modalidade e através da credibilidade dos diretores que também criaram o programa À Hora do Amador, dando mais vida e dinamismo à modalidade, que junto ao Sindicato dos Árbitros muito tem contribuído para o engrandecimento do futebol amador na Capital e por último, ele agradeceu e parabenizou o site gritoregional.com.br pela cessão de espaço a ele concedido.

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