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Campo Grande, sábado, 17 de julho de 2021.

3ª Copa Liga Terrão

Lucas Ormay, um dos fundadores do COHAB City, sabia do alto preço que seria pago pelo novato time, na Liga Terrão

Por Gilson Giordano em 14/07/2021 às 16:16

Além de ser o time mais novo da competição mais famosa da região Centro-Oeste, o COHAB City tem também o elenco com menor faixa etária e o jogador mais jovem da competição (Foto: Divulgação)

Falando com muito discernimento e demonstrando ser conhecedor a respeito do futebol, o representante do time COHAB City, Lucas Ormay, veio a público para explicar o porquê dos péssimos resultados somados pelo time na participação da 3ª Copa Liga Terrão, competição essa promovida e organizada pela União Esportiva de Futebol Amador (UEFA-MS).

Durante a entrevista concedida ao site grito regional.com.br o representante do time fez questão de enumerar todos os problemas encontrados durante o percurso da competição, a falta de experiência dos jogadores e com muita altivez, questionou os “cohabenses” ferozes críticos da equipe, nas redes sociais.

COHAB City

Disposto a dar oportunidades aos jogadores nascidos, criados e formados na própria comunidade, mas que nunca tiveram chances reais de disputar uma competição de tal envergadura, como é a Copa da Liga Terrão, o agora desportista Lucas Ormay, que de também é atleta da modalidade, decidiu abrir esse parêntese e para tanto, fundou o COHAB City, em novembro de 2.020.

Tão logo oficializou a fundação do time, o elenco foi sendo formado e à medida que os jogadores se apresentavam, o ritmo de treinamentos era mais intenso.

“Nós sabíamos que tínhamos que treinar em dobro, e por isso, correr contra o tempo, perdemos alguns jogadores por contusão e, além disso, chegou a pandemia e o planejamento quanto ao planos de trabalho teve que ser alterado”. Afirmou Lucas.

Logo após a sua fundação, de cara o time entrou na prova de fogo e foi inscrito pelo seu criador, na 3ª Copa da Liga Terrão e tem pagado um preço bem alto pela falta de experiência dos jogadores que integram o elenco.

Jogos

Após a fundação, a montagem do elenco, o time foi inscrito na Liga Terrão e nela, três jogos e três goleadas: no primeiro jogo para o Independente, perdeu por 12 x 0; veio o segundo jogo contra o Criciúma, nova derrota e nova goleada e desta feita por “apenas” 7 x 0, no terceiro jogo, mais uma goleada e desta feita por 10 x 0.

Em três jogos, o time sofreu 29 gols, com a média de 9,66 gols por jogo. Pior, o ataque não marcou nenhum gol.

Claro que o time sentiu na pele o fator psicológico e, além disso, devido à pandemia, os jogadores também não estavam bem fisicamente e, além disso, outros fatores contribuíram negativamente para o bom rendimento do time nos jogos da região sul da 3ª Liga Terrão, competição essa promovida e organizada pela União Esportiva de Futebol Amador (UEFA-MS).

Conforme Lucas, o COHAB City é o time mais novo da competição, é ainda o que tem a menor média de idade e como se não bastasse isso, tem também o jogador mais jovem entre todos dos demais elencos dos times participantes.

“Quando decidi montar o time (COHAB City), a minha intenção não foi apenas a de montar um time novo, mas sim a de montar um time formado por jogadores que nunca tiveram oportunidades de disputar um campeonato de tamanha expressão, pois o Terrão é na verdade a elite do futebol amador estadual”, afirmou Lucas.

Ainda justificando o momento do time na referida competição, o fundador e responsável pelo COHAB City, no campeonato da 3ª Copa da Liga Terrão, Lucas disse que na mesma existem alguns times que integram jogadores profissionais, enquanto que outras têm no elenco jogadores que mesmo não sendo profissionais recebem para jogar e bem como, da Liga Terrão, também saem muitos jogadores que defendem times de futebol profissional no Estado.

“No COHAB City, não temos isso! Alias, começamos com a cara e a coragem. Não pagamos jogadores. Ao contrário, todas as despesas oriundas com o futebol são divididas entre o elenco e isso evidencia que os atletas pagam pra jogar. Nós dividimos o pagamento da taxa de inscrição, as taxas das arbitragens, alias apenas o jogo de uniforme foi doado, mas o time não tem patrocínio”, garantiu.

Chance

Para justificar a atitude até certo ponto corajosa e audaciosa, a de montar e inscrever um time formado por jogadores novatos, na competição de tamanha grandeza, Lucas fez uma autocitação, afirmando que ele passou boa parte da vida disputando campeonatos de menores expressões e nunca teve a chance de jogar na elite do futebol amador.

“Eu não criei um time apenas pelo simples fato de criar. A minha intenção foi a de dar através do time, a oportunidade a todos que são amantes de futebol e que são moradores da COHAB, mas não tiveram chances de jogar um campeonato de tanta expressão, como é a Liga Terrão”, garantiu.

Caminhada

Lucas premeditou o preço que o time COHAB City pagaria, pelo fato de ser entre todos os outros participantes, o de menor tradição, menor investimento, menor tempo de existência e que o processo de dificuldades, faria parte do processo por ele elaborado.

“Sabíamos disso tudo (dificuldades), mas como se sabe também que, toda caminhada começa pelo primeiro passo e o mesmo foi dado! Conforme o nosso projeto, agora entramos para ganhar experiência, conquista esta que os outros times já têm e com ela (experiência), na próxima competição, garanto que já entraremos em busca de uma das vagas para uma possível classificação, Mas sabemos que o processo é longo,pois teremos que correr atrás dos times que tem  longa existência, mas experiência, mas tudo isso, estamos desde agora pagando um alto preço para conquistar”enfatizou.

Críticas

Lucas reiterou o espaço concedido pelo site grito regional.com.br que ao invés de fazer as criticas contundentes, buscou se inteirar dos  problemas vividos no cotidiano pelo novato time, na referida  competição.

Mas ele demonstrou indignação com várias pessoas que se utilizaram das redes sociais para tecerem as criticas.

“Tenho contatos com representantes de outros times da COHAB e já questionei os mesmos, o porquê da não participação deles nas competições passadas, nem nessa de agora e todos de forma unânimes me disseram que, não se sentem preparados para tal evento esportivo e diante disso, eles não têm confiança no próprio time e por isso, inscrevem as equipes, veja bem, sem desmerecer os campeonatos, em competições de menores portes e por isso sempre eles disputam os campeonatos dentro da própria COHAB. Diante disso, eu pergunto, eu representatividade tem um time que disputa um campeonato na região contra outro da mesma região?”, interrogou Lucas.

Finalizando, Lucas fez questão de chamar de “meu” o time da COHAB, um dos participantes do maior campeonato de futebol amador de todo o Estado e certamente da região Centro-Oeste, promovido e organizado pela UEFA-MS, deixando um recado bem claro a todos:

“Se algumas pessoas não se sentem representadas (pelo time) é o direito delas. Assim como um cuiabano, não precisa ser representando pelo (time) Cuiabá, pois têm muitos cuiabanos que torcem por times cariocas e você é representando pelo time que expressa amor publicamente, pelo time que torce. Então as pessoas têm o total direito de não se sentir representadas pelo COHAB City, mas não é legal e nem certo, ficar fazendo alvoroço, e desmerecendo o trabalho de muitas pessoas que estão dando a cara à tapa, sem patrocínio sem apoio”, enfatizou.

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