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Campo Grande, sexta-feira, 30 de outubro de 2026.

Cultura norte-americana,cada vez mais o dia do Halloween, ganha mais espaço no Brasil, que esquece o seu folclore (Google)
Neste sábado (31) é comemorado e também muito festejado o Halloween (Dia das Bruxas) véspera do Dia de Todos os Santos cuja origem e do antigo festival celta de Samhain.
No Brasil, a popularização do Halloween (Dia das Bruxas), chegou de forma mais expressiva através de escolas de idiomas e da influência da cultura norte-americana, sendo comemorado com festas temáticas em clubes, escolas e estabelecimentos comerciais, movimentando ativamente o comércio.
Com a comemoração da passagem do Halloween (Dia das Bruxas), os personagens folclóricos das histórias brasileiras caíram no esquecimento e até mesmo o Dia do Saci, que até pouco tempo tinha certa influência cultural, também, caso fosse lembrado, é comemorado neste sábado (31) e tal data poderia muito bem valorizar ainda mais o folclore e a tão decantada cultura brasileira, que na verdade pende apenas para o lado que interessa.
Personagens
No rico folclore cultura brasileiro, depois a evolução dos festejos do Halloween (Dia das Bruxas), os principais personagens perderam o espaço e caíram no esquecimento.
Entre eles, tem o Saci Pererê, Curupira, Iara (Mãe d’água), Cuca, Mula Sem Cabeça, Boto-cor-de-rosa, Boitatá, Lobisomem, Negrinho do Pastoreio e o Caipora, além é claro, da temida Assombração.
Era comum ouvir as histórias envolvendo as travessuras dessas lendas do folclore brasileiro e cada caso, contado pelos antepassados, era de fazer arrepiar e perder o sono, pois normalmente, sem televisão, sem internet, as “estórias” eram contadas à noite, logo após o jantar, sob a luz de vela ou de lampião ou lamparina a querosene.
Durante a narrativa ninguém ousava se levantar para air ao menos ao banheiro, pois as mesmas eram tensas e causam muito medo a quem as escutavam.
Alguns dos personagens ganhavam destaque em determinadas s regiões do país e por isso, os mesmos era quase que “divididos”, mas independente do lugar, os “causos”, as “estórias” contadas pelos mais antigos, causam medo, frisson a quem as escutavam.
Conforme a lenda, o Saci Pererê, era um menino negro de uma perna só, fumava cachimbo e usava um gorro vermelho que lhe dava poderes mágicos. Era nas “estórias”, muito famoso devido às travessuras e gostava de criar redemoinhos de vento e após al feito, se afastava dando gostosa tragadas em seu cachimbo e sumia na mata.

31 de outubro, data essa que era para ser celebrado o Dia do Saci Pererê, mas caiu no esquecimento na cultura brasileira (Google)
Conforme a narrativa, credo, o mesmo impunha muito medo!
Apontado como o protetor das matas e dos animais, outro folclórico personagem da vasta cultura de personagens e lendas brasileiras é o Curupira e segundo os contadores dos “causos”, o mesmo tinha os cabelos vermelhos e os pés virados para trás para confundir os rastros de caçadores, que a todo custo tentavam captura-lo, mas nunca, claro conseguiram.
Mais com o cunho religioso, voltado para o Candomblé, tinha também a Iara (Mãe d’Água), que conforme as narrativas, era uma mulher extremamente linda, mas com aparência de sereia que encanta os homens e que através do seu canto melodioso, os levava para o fundo dos rios, e nunca mais voltavam.
Bem mais “moderno”, está o Cuca, que na verdade não tinha tantos destaques nas contações dos “causos”, talvez pelo fato de o mesmo ser europeu e ter ganhado popularidade nos livros infantis como uma bruxa com cabeça de jacaré, que raptava crianças desobedientes.
Durante as noites, principalmente as de Lua Cheia, o que fazia a gurizada tremer na base mesmo, eram as “estórias” dos “causos” da Mula Sem Cabeça, de arrepiar!
Conforme o rico, mas esquecido folclore brasileiro, a Mula sem Cabeça era uma mulher que pelo fato de ter se envolvido com um padre, acabou sendo amaldiçoada, fato esse que a transformou em uma mula que soltava soltando fogo pelo pescoço, onde deveria estar a cabeça.
Nas histórias contadas no Amazonas, o outro destaque era o Boto-Cor-de-Rosa, que se transformava na figura de um elegante homem e nas festivas noites seduzia as mulheres que ficavam completamente apaixonada diante de tanta beleza.
Quando se tratava de proteção as matas e os campos contra os incêndios e punir quem destruía a natureza, a saída era recorrer ao Boitatá, uma espécie de cobra de fogo.
Outro personagem que impunha muito medo, era o Lobisomem.
Independente da região, mas cada cidade de média ou pequena sempre tinha o seu Lobisomem, e os escolhidos sempre eram os homens que para muitos, eram os mais “feios” da localidade e que e noite de Lua Cheia, se transformava em um lobo feroz, assustando a todos, até mesmo os cães tinha medo de chegar perto da criatura devido à sua ferocidade e feiura!
Eram também casos de arrepiar!
Entre as figuras folclóricas, tinha um também, cujos casos não causa nenhum tipo de medo, aliás, o nome dele era até invocado dependendo da situação, mas principalmente quando era preciso encontrar algum objeto que estava perdido.
Esse personagem era o Negrinho do Pastoreio, de origem afro-cristã associado à proteção de todos.
Na mesma linha de ação do Curupira, estava a Caipora, apontada como protetora dos animais da floresta e para proteger a floresta e a fauna, atacava os caçadores, que desde aquela época, não se sabe o ano especificamente, tentava acabar com a natureza.
Mas as “estórias”, ou “causos” que deixavam a todos de cabelos em pé e que depois de ouvir, queria a todo custo dormir com os pais, eram sobre as assombrações.
Os casos contados eram sobrenaturais os que ganharam mais projeção diante das mais lindas e imaginárias “estórias” eram as portas que fechavam ou abriam sozinha, cadeiras que se arrastavam, as torneiras que se abriam, pedras nos telhados ainda de zinco, além dos ventos que mais pareciam um assobio, passar em frente ao cemitério da cidade no período noturno, nem pensar.

“Estórias” contadas eram as mais horripilantes e causavam extremo medo aos participantes da roda de “contos” e “causos” (Foto: Google)
Depois de ouvir alguns dos casos com um dos temas acima, ninguém ousava sair da roda para ir deitar, ainda mais que a luminosidade do local era à base de vela ou lamparina.
Mas hoje, diante do crescimento comercial do Halloween, esses lindos personagens do rico folclore brasileiro perderam os seus espaços e aos poucos foram também se perdendo no esquecimento.
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