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Tudo sobre a região do Anhanduizinho

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Campo Grande, terça-feira, 25 de agosto de 2026.

outra história verídica!

Em uma das eleições do Operário, Antônio João Hugo Rodrigues, colocou vida do jornalista em risco, ao trocar um “adjetivo”

Por Gilson Giordano em 25/08/2026 às 10:38

Sede administrativa do Operário, na Avenida Bandeirantes, onde aconteceu a eleição, sendo demolida devido às ações trabalhistas (Foto: Site Capital News)

Antes tarde do que nunca e as histórias devem ser sempre lembradas e contadas por quem de fato as viveram.

Nesta sexta-feira (21) conforme li em alguns dos sites da Capital de MS, o Operário FC, completou mais um ano de fundação e desta feita, chegando aos 88 anos de glórias no futebol do Estado.

Claro que os tempos de hoje, no chamado “futebol moderno”, não são vividos tão intensamente tal como ainda na década 80,90 e um pouco de 2.000, que eu vivenciei.

Naquela ocasião, não apenas a festa de aniversário de fundação, tanto do Operário, bem como do Comercial, em março e do Taveirópolis em junho, eram pautas de notícias, com entrevistas dos dirigentes, torcedores e amplas reportagens, entre outras atividades inerentes ao futebol.

Mas como foi aniversário do Operário FC, ao alvinegro mais querido do Estado de MS, me reportarei apenas à essa data, que paralela à festa de fundação teve ainda, eleição e posso dos novos ou recondução dos diretores.

O episódio aconteceu em 1.995, quando o hoje extinto Jornal impresso Diário da Serra, do Grupo Brasiliense foi vendido ao empresário Antônio João Hugo Rodrigues, um dos proprietários do Grupo Correio do Estado, por sinal, uma potência, um ‘império” em Campo Grande, e eu acho que em todo o Estado de MS, detentor de emissoras de rádios, tvs, jornais, agências, só não tinha site porque na época eu acho que nem se pensava ainda na tal da Internet.

Mas o empresário Antônio João Hugo Rodrigues, acredito que ele queria um jornal para chamar de “meu!”

O fato  a ser relatado, não aconteceu tal como agora, no dia do aniversário de fundação do clube e foi um dia “qualquer” da semana, quando através da eleição  feita pelos  Conselheiros do Clube,  houve a troca  na diretoria executiva, quando deixou a presidência, o melhor mandatário que o clube já teve ao longo dos seus recém completados 88 anos, o dinâmico e visionário Oswaldo Durães, que entre   outros títulos,  o Módulo Branco e na ocasião, quem assumiu o cargo, foi o  empresário Jamil Name (Im Memoriam).

Foi naquela noite de pleito eleitoral, que então o novo proprietário do Jornal Diário da Serra, Antônio João Hugo Rodrigues, colocou a minha integridade física em risco!

Antônio João Hugo Rodrigues, por pouco não colocou a vida do jornalista em risco (Foto: Google)

A sede, própria do Jornal Diário da Serra, por sinal muito bonita para os padrões da época, era na Rua Engenheiro Roberto Mange, bem em frente ao Hotel Freitas, não sei se o mesmo ainda funciona nos dias atuais.

Com a desativação do jornal, o local passou a ser a sede da Fundação Barbosa Rodrigues, confesso que hoje, não sei o que funciona no referido local.

Como um dos integrantes da equipe de jornalistas do Jornal Diário da Serra, eu era o editor de Esportes e claro, tive a incumbência de fazer a coberta do pleito eleitoral do clube.

Naquela ocasião, dirão os “sábios” e novatos – nossa faz tempo, hein? –   o Operário FC ainda tinha a sede administrativa, anexo à Casa dos Atletas Carlos Castilho, totalmente remodelada pelo presidente Oswaldo Durões, localizada na Avenida Bandeirantes, distante da sede do Jornal Diário da Serra, uns 500 metros, talvez uns 750 metros, não mais que isso e entre ambas, ficava a sede da Federação de Futebol de MS (FFMS), próxima à uma funerária, hoje ainda existente.

O presidente da FFMS na época era Ari Rodrigues (In Memoriam),

Àquela altura, o então Jornal Diário da Serra, que era do Grupo Correio Brasiliense, praticamente acabava de ser vendido não ao grupo Correio do Estado e sim ao empresário Antônio João Hugo Rodrigues.

Me recordo perfeitamente que tão logo foi efetivada a compra, trabalhamos normalmente no sábado, pois a edição circulava aos domingos, com os “antigos móveis”, mesas de madeira, muitas queimadas pelos cigarros usados por vários jornalistas, cadeira de plástico e computadores bem antigo, como dizem, completamente obsoletos.

Como folgávamos aos domingos, eis que no retorno à redação, na segunda-feira, ao chegarmos à sede, deparamos com aquela montoeira de mesas, cadeiras, computadores, entre outas coisas, tudo postados no pátio, tal como lixos!

Ao entrarmos à redação, um susto, pois deparamos com tudo novo!

Isso mesmo, tudo novo, saído das caixas!

Móveis novos à parte, mas vamos ao que de fato interessa.

Entre a troca de empresários na administração do jornal, houve também a eleição e posse dos novos diretores do Operário FC, não sei se foi na mesma semana ou na segunda, na troca dos proprietários do jornal.

Conforme o edital, claro, divulgado no Jornal Diário da Serra, a eleição estava prevista para às 19h, com a primeira chamada e para às 19h30 a segunda e última chamada com qualquer número de Conselheiros presentes.

Ao certo não me recordo quantos, mas não mais além de 20 “eleitores”.

Enfim, tal como o edital, de fato aconteceu a eleição e posse do então novo presidente do Operário FC, o empresário Jamil Name (Im Memoriam) que logo após a proclamação, ele expos o seu plano de trabalho aos Conselheiros para o biênio.

Saímos da sede localizada, repito, na Avenida Bandeirantes, o motorista Evaldo José, dirigindo o “fusca” do jornal, que mais parecia um “coração de mãe”, pois sempre cabia mais um, o fotógrafo e eu.

Voltamos para a redação e rapidamente devido ao avançado horário para o fechamento, fiz a matéria já usando o novo computador e nesse meio tempo, o fotógrafo foi para o laboratório, fazer a revelação do filme e tudo dentro do tempo exato, no melhor sentido do “vapt-vupt”, pois estávamos no limite para a entrega da página para revisão e dar sequência normal à mesma, até chegar ao parque gráfico.

Acabei de fazer a matéria e o fotografo de revelar o filme, tendo me levado três fotos, o máximo que podia fazer para evitar gastos, sendo uma das fotos na posição horizontal, outra na vertical e uma tomada geral.

Escolhi a foto, fiz a legenda em uma lauda à parte para liberar a página.

O título da matéria foi mais ou menos assim:

“Em noite festiva para o futebol da Capital de MS, empresário Jamil Name, assume a presidência do Galo”

O lide da matéria, desse me lembro perfeitamente era assim:

“Tomou posse nesta (o dia da semana que não lembro mais) à noite, o empresário Jamil Name, que assumiu a presidência executiva do Operário FC para o próximo biênio”.

Fiz a matéria, liberei a página, mesmo porque o horário de fechamento já estava muito avançado, mas mesmo assim, nesse meio tempo, tive a grata felicidade de pensar (o que era difícil) e fazer a impressão da referida matéria da posse do empresário Jamil Name.

No novo computador, cliquei no imprimir e saiu a matéria impressa, pra mim, show da vida!

Peguei a cópia e como as mesas da redação eram novas e todas com chaves, não sei porque cargas d’água, guardei tal impressão na primeira gaveta da “minha” mesa, tranquei a mesma, claro tirei a chave e fui embora.

Naquela época, eu almoçava no Restaurante “A Caseira”, do saudoso e ótima pessoa “Bolinha”.  Também confesso que não sei qual o nome do mesmo, mas tenho ligeira desconfiança o porquê do “Bolinha”, que era uma pessoa da melhor qualidade, um “bonachão!”

“A Caseira” ficava na Rua 15 de Novembro, quase com a Rua 14 de Julho, hoje se não me engano, na antiga Casas Americanas, com a porta na mesma rua.

Aliás, na “A Caseira”, rolavam as melhores fofocas sobre o futebol. Por incrível que pareça, tudo passava por ali!

Acabei de almoçar e me dirigi para a redação do Jornal Dário da Serra, na Rua Engenheiro Roberto Mange.

Na época, não tinha uma das comodidades de hoje: carros de aplicativos. Então fui caminhando bem devagar e fazendo a digestão, já pensando em possíveis pautas, para fechar a página para o dia seguinte.

Cheguei à redação que na época tinha uma central telefônica, que ficava com a porta fechada, chamada de PABX e normalmente ao chegarmos, avisávamos à telefonista da nossa presença no local, pra ela passar e fazer as possíveis ligações ou para nos dar os recados recebidos.

Naquela tarde, a telefonista Maria José Paniago – Mazé – já havia assumido o posto na central do PABX e quando anunciei a minha chegada à redação, logo ela me disse:

“Gilson, deve ter uns 35 recados aqui pra você!”

Diante desse total, eu até assustei.

E ela completou:

“Só o Ari Rodrigues (Im Memoriam) já te ligou cinco vezes, o Cachopa, três” e foi falando quem havia ligado.

E eu pedi pra que ela ligasse para o Ari Rodrigues, então presidente da Federação de Futebol de MS e ele poderia ter boas notícias para serem divulgadas.

Ela ligou e fez a transferência da ligação e do outro lado Ari logo foi dizendo:

“Rapaz, você tá louco? Que foi que você fez? Venha logo aqui (sede da FFMS)”. 

Claro que o tom de voz usado por ele, levou-me à preocupação e pensei: “Ué, que foi que eu fiz?”

Como a sede da FFMS era perto do jornal, fui a pé mesmo, quase correndo.

Chegando lá, ele mandou entrar na sala dele e me mostrou a edição do dia, do jornal.

Como todos sabem, os empresários Jamil Name e Antônio João Hugo Rodrigues, eram inimigos mortais, não sei o motivo e isso também não vem ao caso agora, mas um nem podia pensar na existência do outro que já era motivo pra desavença.

Diante dessa inimizade, o Antônio João, me sacaneou e colocou a minha integridade física em risco!

Pior que sem eu saber de nada! Por pouco quase entrei de gaiato no navio.

Na noite da eleição do Operário, quando acabei de fazer a matéria e liberei a página, AJ, como era conhecido e chamado por todos, ainda estava na redação do Jornal, pois pelo fato de ser talvez a primeira ou segunda semana dele à frente do mesmo, ele queria acompanhar, de perto o andamento, o processo de liberação, impressão entre outros serviços comuns em um jornal impresso.

Antes da impressão da página de esportes e ao ver a mesma mencionando a matéria da eleição e posse no Operário FC, onde o empresário Jamil Name, assumia o clube, Antônio João, de forma irresponsável, leviano e imprudente, trocou os adjetivos “empresário”, pelo “bicheiro” e ai então estava o motivo para eu ter recebido tantas ligações naquele dia, além de correr o risco.

Quando o Ari Rodrigues me mostrou tal sacanagem no jornal, eu disse, claro que aquilo não havia sido feito por mim e perguntou se eu tinha como provar que armaram pra mim e aquilo foi uma sacanagem leviana pelo dono do Jornal Antônio João Hugo Rodrigues, sendo que aparecia o meu nome, como o responsável pela matéria.

Quase correndo, voltei à redação do jornal, peguei a impressão que eu havia feito na noite anterior, tão logo liberei a página, voltei à FFMS onde entreguei ao Ari Rodrigues, que ainda possuía o carro modelo Opala Cupê, verde metálico, ele apanhando a tal cópia me disse:

Empresário Jamil Name, ex-presidente do Operário, nos bons tempos do futebol de MS (Foto: Site Capital News)

“Vou levar lá pra o ‘seo’ Jamil, que está até bufando de tanta raiva” e saiu quase que correndo da FFMS.

Claro que passei um baita susto, não vou negar, mas tudo acabou da melhor forma, pois segundo Ari Rodrigues, “seo” Jamil Name teria dito para ele que, mais ou menos sabia que a armação foi feita por Antônio João, claro que não com essas palavras, ele teria usados alguns adjetivos impublicáveis para se referir ao seu desafeto.

Após o esclarecimento devidamente com prova, tudo acabou bem, mas não nego que fiquei com medo, de ser pego “levar uma surra” sem saber o motivo pelo qual eu apanhava.

Depois desse episódio, troquei de jornal, fui para um bi semanário “Cia Classificadão”.

Essa é outra história, fato real que vivi no futebol. Quem bom, pois quem tem história tem e deve contar!

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