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Tudo sobre a região do Anhanduizinho

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Campo Grande, sexta-feira, 17 de abril de 2026.

resgatando a identidade!

Visita feita pelos estudantes do CICA, tenta resgatar o Museu José Antônio Pereira, que vive no maior ostracismo na Capital de MS

Por Gilson Giordano em 17/04/2026 às 15:54

No local, alunos do CICA tiveram contato com os poucos objetos que ainda restam no museu, usado pelos seus moradores (Foto:Divulgação)

Ainda que esquecido e tendo enfrentado verdadeiro momento de abandono por parte da administração pública, o Museu José Antônio Pereira, localizado no Jardim Monte Alegre, no bairro Centenário, na região do Anhanduizinho, pouco, mas ainda desperta o interesse de algumas escolas da Capital de MS, em levar os alunos para visitar onde foi que a primeira família que chegou à Campo Grande ficou.

Claro que o local, bem deteriorado, já não guarda mais grande parte dos pertences da família do mineiro José Antônio Pereira, pois grande parte dos objetos até então ali “exposto” foram levados ou quebrados, mas mesmo assim, o museu continua vivo na lembrança de uma parte dos que residem na Capital de MS.

Instalado na antiga sede da Fazenda Bálsamo, o museu está localizado em uma área que hoje integra o perímetro urbano e se destaca por abrigar o único exemplar de casa colonial brasileira construída em 1877, ainda no período do então Arraial de Santo Antônio de Campo Grande.

Visita

Nesta sexta-feira (17), por exemplo, foi ao local uma grande comitiva formada pelos alunos do Centro de Integração da Criança e do Adolescente (CICA), entidade essa localizada na mesma região do museu, também no bairro Centenário, no entanto, em outra parte do mesmo, na Rua Nair Alves e Castro, 113, enquanto que o museu está localizado na Avenida Guaicurus.

A visita foi de cunho educativo e a mesma visa, no primeiro momento, proporcionar às crianças e aos jovens, o hábito de visitar os museus, onde os visitantes podem se aproximar da história local por meio de uma experiência prática, reforçando o aprendizado desenvolvido em sala de aula.

Durante a visita, os alunos tiveram contato direto com algumas peças ou mobiliários históricos, como mobiliários dos séculos XIX e XX, além de alguns dos poucos objetos usados no cotidiano doméstico da época, bem como algumas ferramentas de trabalho usada para desbravar a cidade, usada igualmente na época. A proposta é tornar o aprendizado mais dinâmico e significativo, permitindo que as crianças compreendam, na prática, como era a vida no passado.

Para a professora Letícia Oliveira da Silva, a experiência fora da sala de aula contribui de forma decisiva para o desenvolvimento dos alunos. “Traz muito conhecimento, porque é a história da nossa cidade e eles aprendem um pouco mais na prática. Aqui eles conseguem vivenciar um pouco da história, observando como era no tempo de José Antônio Pereira”, destacou.

Convite

A gestora do museu, Greice Mara, reforçou que instituições interessadas em visitas guiadas devem realizar agendamento prévio, especialmente para grupos acima de 10 pessoas, por meio do e-mail gab@fundac.campogrande.ms.gov.br. Já visitas individuais ou em pequenos grupos podem ser feitas sem necessidade de agendamento.

Ela também convidou a população a conhecer o espaço, especialmente neste período em que o museu completa 43 anos de fundação e o mesmo é o principal ponto de preservação da memória da Capital de MS.

A visitação ao Museu José Antônio Pereira funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, sem intervalo para almoço e aos fins de semana, das 13h às 17h. A visitação é uma oportunidade de resgatar as origens de Campo Grande e fortalecer o vínculo das novas gerações com a identidade cultural da cidade.

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