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Campo Grande, quarta-feira, 11 de março de 2026.

Sem “quorum” de participantes, Júlio do Campo Nobre (e) e Tuica (d), anunciam cancelamento dos campeonatos (Foto: Arquivo)
A crise financeira, mesmo não sendo ainda totalmente escancarada, já começa ainda que de forma volátil, a ter reflexo no futebol amador disputado na Capital de MS e como se sabe, sendo tal tipo de modalidade como uma das principais atrações da maioria dos moradores residentes nos bairros das sete regiões que formam a cidade.
Mesmo não sendo ainda “escancarada”, mas uma constatação de fato: a crise chegou!
Como se sabe, os campeonatos de futebol amador disputados na Capital de MS e que proporcionam alegria aos moradores e de uma forma ou de outra, move, movimenta a economia onde tem um jogo, tem o suporte financeiro por parte da classe empresarial que, de uma forma ou de outra contribuem em muito para a realização das competições.
Na ausência dos empresários, jogadores dos times se cotizam e arcam com as despesas oriundas das competições, principalmente com o pagamento das taxas de inscrições, que são as principais fontes para o pagamento dos prêmios anunciados.
No entanto, pelo visto, o reflexo negativo está chegando e pelo visto, poderá abalar em muito tal atividade.
Cancelados
Ainda em janeiro passado, dois dos mais conceituados organizadores de campeonatos de futebol amador na Capital de MS e quiçá no Estado, todos eles com sucesso, Júlio do Campo Nobre e Tuíca, anunciaram a realização de dois campeonatos paralelos, sendo a Copa Versátil Sub-45 e a Copa Master 35, com os jogos sendo disputados no campo da Cidade Morena.
Com a premiação definida desde o anúncio das competições, que seriam no valor de R$ 36 mil, nos dois campeonatos, os organizadores no primeiro momento programaram as competições com no máximo 24 times, sendo que cada time pagaria a taxa de inscrição no valor de R$ 700 e mais a taxa de arbitragem, por jogo, no valor de R$ 100.
Na programação devidamente elaborada, nada de ser feita no “afogadilho”, os campeonatos estavam previstos para serem iniciados no dia 7 de março.
Mas com o passar do dia, os organizadores não tiveram a costumeira resposta por parte dos diretores e donos de times que “corriam” para inscrever a equipe, ainda mais em campeonatos que tem a assinatura de Júlio do Campo Nobre, a principal referência no futebol amador de MS.
A procura nas duas categorias ficaram bem abaixo da expectativa.
Chegou o mês de fevereiro e nele, os organizadores acreditavam a procura seria maior e finalmente eles teriam as 48 equipes divididas nas duas competições inscritas.
Diante da pouca procura, eles decidiram fazer as competições, tendo em cada uma delas 20 times participantes, mantendo os mesmos valores da premiação anunciada anteriormente.
Caso os organizadores Júlio do Campo Nobre e Tuíca, conseguissem reunir 20 times em cada campeonato, eles manteriam o mesmo valor da premiação anunciada anteriormente, pois esse é um dos detalhes mais importante nos campeonatos, pelo menos por eles organizadores e diante desse número, eles teriam prejuízos, pois com 40 times, sendo 20 em cada evento, e com o preço da inscrição no valor de R$ 700, eles arrecadariam R$ 28 mil, enquanto que as premiações totais, somariam R$ 36 mil.
Ao ser questionado se com 20 times, o valor da premiação poderia ser refeito, de imediato Júlio do campo Nobre, descartou essa possibilidade, ao afirmar que, o que foi tratado, deveria ser cumprindo.
No entanto sem número ideal para realização do evento, a saída encontrada foi a de cancelar as realizações.
“Não sei o que aconteceu. A procura ficou muito abaixo das nossas expectativas. No 45 (categoria), chegou a ter 15 times inscritos, mas de repente, os times começaram a solicitar cancelamento. Na categoria 35 times e teve o mesmo processo (desistência), chegamos a ter 13, caiu pra 12 e diante disso não compensa fazer”, afirmou Júlio do Campo Nobre.
Interrogado a respeito se o mesmo já havia enfrentado um quadro tal como o atual, Júlio do Campo Nobre, disse que esta “assustado”.
“Vou falar a verdade, tô assustado e não consigo te dar uma resposta exata. Mas acredito que pode ser um pouco a crise financeira, pois tem alguns lugares que estão fazendo (campeonatos), alguns dando a inscrição assim, agora nosso caso, fazendo dentro de um contexto, como sempre fazemos, trabalhamos com percentuais, destinando um percentual para as premiações e o outro percentual, destinado aos trabalhos nas comunidades. Mas vou ser sincero sinceramente, não sei o que esta acontecendo. Não estou conseguindo entender, mas o fato é que está muito estranho mesmo!”, finalizou.
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