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Campo Grande, terça-feira, 14 de abril de 2026.

Durante as provas automobilísticas, os pneus são colocados em pontos estratégicos para evitar os acidentes (Foto: Google)
Nesta quinta-feira (16), completará uma semana da passagem da banda Guns N’ Roses (Armas e Rosas) pela Capital de MS onde, devido à falta de melhor planejamento, o saldo não foi dos melhores, no entanto, para o local onde o show foi realizado, a recordação será das piores e nada de rosas para os familiares das vítimas.
A banda Guns N’ Roses se apresentou no Autódromo Internacional de Campo Grande, que mesmo com a “Mega estrutura” deixou e muito a desejar, pior para os familiares de Leandro Pereira Alfonso, que aproveitando o momento, foi fazer o famoso “bico”, e comercializar água no local, onde teve um mal súbito, indo a óbito.
Mortes no Autódromo
No entanto, a morte de Leandro Pereira Alfonso, não foi a primeira a ser registrada no Autódromo Internacional de Campo Grande, que tão logo foi inaugurado, mereceu estar entre os três melhores do país, mas com o passar do tempo e talvez devido à elevação de tal categoria – um dos melhores – as obras de melhorias no local caiu no esquecimento e hoje, nem mesmo para a realização de shows, o local está servido, devido à precariedade quanto ao acesso ao mesmo.
Pista de terra
Ainda na década de 80, claro que, muito antes da construção do atual autódromo, os amantes da velocidade “descobriram” um espaço ideal, nos fundos do Aeroporto Internacional de Campo Grande, talvez onde foi construído um grupamento do Corpo de Bombeiros de MS.
No local, a pista era de terra e para realizar os eventos automobilísticos, era necessário a utilização de caminhões pipas para amenizar o “Poeirão” que os carros levantavam durante as corridas.
No referido local, foram disputadas provas de “autocross”, as chamadas “baratinhas” e apenas uma etapa de velocidade, mas que foi marcada pela tragédia.
Pelo fato de o local não ser totalmente a esmo, pois era caminho de algumas pessoas que residiam nas chácaras, ou sítios em volta e os moradores, com a intenção de cortar caminho, atravessavam pela pista de terra, justamente na chamada reta oposta, onde os carros alcançavam velocidade máxima devido o “retão”, independente da realização ou não das provas.
1ª morte
Certo domingo, durante a realização da 1ª etapa, um homem, residente nas imediações, mesmo tendo o conhecimento da realização da prova no local, achou por bem “cortar o caminho” ele teria separado os arames da cerca que servia como alambrado, com as mãos e “cortar a pista” para sair mais perto do destino e devido à péssima visibilidade do piloto, confesso que não recordo o nome do mesmo, acabou causando o acidente que levou o homem à morte, no local.
Claro que diante do lamentável registro, a competição acabou sendo paralisada, suspensa e com o triste registro, nunca mais o local foi utilizado para tal finalidade.
2ª Morte
O triste fato que também resultado em óbito registrado ainda no autódromo, mas agora devidamente chamado de Autódromo Internacional de Campo Grande, aconteceu no dia 7 de setembro de 2.003, quando o então estudante de jornalismo da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB),Raphael Lima Pereira (19), pelo fato de ter se posicionado em lugar extremamente proibido pela organização da categoria Stock-car, acabou sendo vítima do carro dirigido pelo piloto Gualter Salles, que rodou na pista a 150 quilômetros por hora, justamente onde estava o jornalista que fazia trabalhos fotográficos para o jornal semanário “Raça”.
O triste acidente foi registrado na primeira curva após a reta dos boxes, quando o piloto Gualter Salles se envolveu em um acidente com Nonô Figueiredo e perdeu o controle do carro, que saiu da pista e atingiu Raphael Pereira.
O fotógrafo foi socorrido, ainda na pista do autódromo, por Dino Altmann, médico-chefe da categoria, mas sem sucesso.
Na ocasião, o diretor de prova da categoria Stock-car, Carlos Montagner, classificou a atitude do fotógrafo como “irresponsável”, pelo fato de o mesmo não ter cumprido as determinações de segurança impostas pela categoria, pois ele, segundo o diretor, pois ele teria ficado postado à frente da barreira de pneus, quando o indicado e recomendado é ficar atrás.
“No momento do credenciamento, os profissionais são orientados sobre o que se pode ou não fazer, como ficar na frente do guard-rail ou da proteção de pneus”, disse Montagner, que também na época diretor de competições da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA).
3ª morte
Desta feita, no dia 9 de abril, mesmo que a fatalidade não tenha sido registrada na pista do autódromo, tais como os dois casos acima citados, no entanto, a morte súbita de Leandro Pereira Alfonso, liga diretamente ao local e com certeza ficará marcada para sempre na lembrança dos familiares.
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