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Campo Grande, quarta-feira, 11 de março de 2026.

casa rosa

Mutirão acelera diagnóstico de câncer em Campo Grande e reforça importância do acesso direto à saúde

Por Gilson Giordano em 11/03/2026 às 11:24

Enquanto aguardavam o procedimento médico, os pacientes, em grande número, mas todos foram devidamente atendidos, curtiram as atrações no local (Foto:Divulgação)

O número de pacientes atendido no Mutirão realizado neste sábado (7) pela Casa Rosa, evidencia o quanto a saúde anda fragilizada na Capital de MS e com isso, ficou reforçada a importância do acesso rápido e desburocratizado à saúde para o diagnóstico precoce do câncer.

Durante a ação e conforme os dados divulgados, nada menos que 150 pessoas foram atendidas e durante o mutirão, foram proporcionados consultas e encaminhamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e evidenciou como iniciativas de demanda espontânea podem acelerar diagnósticos que, muitas vezes, demorariam meses ou até anos no sistema tradicional de regulação.

O elevando número de pacientes, evidencia também, o quão é difícil uma pessoa ter acesso a tal tipo de atendimento, devido aos mais variados tipos de problemas enfrentados por quem de fato precisa.

É a longa espera no atendimento, depois outra espera e desta feita para a realização dos exames, a demora do transporte coletivo e o saldo de tudo é a desistência do paciente gerando o agravamento da doença.

No local, os pacientes tiveram os mais diversos tipos de atendimentos entre eles, consultas médicas, exames e encaminhamentos. Entre os pacientes avaliados, cinco mulheres já saíram com biópsias de mama agendadas, sendo que quatro exames foram realizados nesta segunda-feira (9) e o outro, conforme orientação médica, será realizado na próxima semana.
Segundo o mastologista Victor Rocha,  o resultado do mutirão mostra na prática como o acesso direto à consulta especializada pode mudar o tempo de resposta no diagnóstico.
“Uma coisa que tem me chamado muita atenção é que nesse último mutirão nós já saímos com cinco pacientes com biópsia de mama agendadas. São casos suspeitos que, muitas vezes, poderiam levar dias, meses ou até anos para chegar ao especialista pelo sistema de regulação”, explica.
De acordo com o médico, os dados mais recentes reforçam a importância desse modelo de atendimento. Dos cinco casos de câncer de mama identificados no último mês pela Casa Rosa, quatro foram diagnosticados a partir de mutirões, enquanto apenas um veio pelo fluxo tradicional da regulação do SUS.
“Isso mostra a importância do mutirão de demanda espontânea. Quando você abre as portas e desburocratiza o acesso à saúde, os pacientes aparecem. E mais do que quantidade, vemos qualidade no atendimento. Mesmo atendendo menos pessoas do que as vagas disponibilizadas mensalmente pela regulação, encontramos mais pacientes que realmente precisavam passar pelo especialista”, destaca.
Atualmente, a Casa Rosa disponibiliza mais de 200 vagas por mês para consultas reguladas, mas os mutirões têm demonstrado uma capacidade maior de identificar casos suspeitos e acelerar o diagnóstico.
A estrutura da instituição também permite rapidez no processo investigativo. Pacientes com suspeita de câncer de mama já podem sair da consulta com biópsia agendada para os dias seguintes, e os resultados costumam ficar prontos em cerca de uma semana, possibilitando encaminhamento imediato para cirurgia ou tratamento oncológico quando necessário.
Referência nacional em prevenção e diagnóstico precoce, a Casa Rosa já realizou mais de 14 mil atendimentos e identificou 253 casos de câncer de mama, todos encaminhados para tratamento. Nos últimos quatro anos, o projeto também conseguiu zerar a fila do SUS em Campo Grande para consultas em Mastologia, ultrassonografia de mama e biópsias mamárias.
Inicialmente voltada à saúde da mulher, a instituição também passou a incluir ações voltadas à saúde do homem, com foco no diagnóstico precoce do câncer de próstata.
O mutirão  foi realizado neste sábado (7), um dia antes das festividades alusivas às comemorações ao dia Internacional da Mulher e com isso, para “quebrar” a tensão vivida pelas presentes, a música fez parte do no local de atendimento, como forma de acolhimento e neste dia,  pacientes e visitantes também assumiram o microfone para animar o ambiente e celebrar a vida esbanjando alegria.
Com iniciativas como essa, a Casa Rosa segue fortalecendo a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer em Campo Grande, ampliando o acesso da população à saúde e reduzindo o tempo entre a suspeita e o início do tratamento.

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