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Campo Grande, terça-feira, 13 de janeiro de 2026.

Jogador cobra pênalti de forma despretensiosa e grita que ta levando um por fora pra erra (Foto: Google)
Sem entrar no mérito da questão, mesmo porque não acompanho mais o futebol tal como antes, pois era a minha profissão como jornalista ainda que autodidata.
Mas tenho lido nas últimas horas, os comentários, muitos até acredito que mais por despeitos e pingo de pura maldade mesmo, os torcedores criticando a cobrança do pênalti feito pelo jogador Gabriel, conhecido como “Gabigol”, do Cruzeiro, no jogo que valia uma das vagas para a decisão da Copa do Brasil, contra o Corinthians.
Como se sabe, o Timão perdeu no tempo regulamentar, mas conforme o regulamento, o vencedor foi conhecido através dos pênaltis e nesse fundamento, os jogadores corintianos levam a melhor e acertaram cinco chutes contra quatro do Cruzeiro, onde joga o “Gabigol”.
Eu acredito que nos dias atuais, sim nos dias atuais, com salários “astronômicos” tais como eles ganham, não existe mais jogador “vendável”, como segundo dizem, existiam no tempo em que o futebol era muito mais difícil, principalmente na questão financeira, ocasião em que os jogadores ganham o famoso “bicho” – valor extra pago pela diretoria – em caso de vitória ou empate diante de um time com melhor qualidade.
Claro que não tem nada a ver o lance do jogo disputado neste domingo (14), mesmo porque tanto o goleiro Hugo, do Corinthians bem como o Gabigol, do Cruzeiro, estão acima de qualquer suspeita, em relação a história que contarei aqui.
Anos 60
Dizem que naquela década, quando o futebol ainda era jogado com bola tipo “capotão”, em uma partida válida por um campeonato disputado no interior de um Estado, aconteceu o pênalti para uma das equipes, onde atuava o artilheiro da referida competição.
Jogador “matador” mesmo, que fazia gols de todos os jeitos, era “imparável”.
O goleiro adversário, até então, era o menos vazado do campeonato, que já passava da metade da competição e era praticamente um “paredão”.
Eis que na referida partida, estavam frente-a-frente, o melhor goleiro e o artilheiro.
Estádio ficou por alguns minutos em silêncio, não que os torcedores estivessem esperando o cansativo VAR, que naquela época nem passava pela cabeça de ninguém que um dia essa “tecnologia” chegaria ao futebol.
Naquela época, o goleiro não podia se mexer, tinha que ficar estático debaixo das traves, enquanto que o cobrador da penalidade, poderia usar a “paradinha”, inventada por Didi “Folha Seca”, mas popularizada pelo Rei Pelé.
Silêncio geral no estádio, tanto que alguns torcedores juram que ouviram o som do apito do árbitro e com isso, a tenção cresceu muito mais, a respiração dos torcedores ficou ofegante, mãos que se contorciam.
O cobrador do penal, o artilheiro do campeonato era um jogador destro, ou seja, chutava muitíssimo bem com o é direito.
E ele se posicionou ao contrário, indicando que cobraria com o pé esquerdo.
Dito e feito!
Após o apito do árbitro, ele foi andando para a cobrança e fez a cobrança, buscando o canto direito do gol, com o pé esquerdo, que de fato não era o seu forte.
No gol, o arqueiro menos vazado, caiu bem devagar para o lado esquerdo do gol.
Ao ver a cena, o artilheiro teria gritado:
“Ei goleiro, eu tô levando 500 cruzeiros para não marcar o gol!”
E o goleiro prontamente respondeu:
Eu tô levando mil cruzeiro pra deixar a bola entrar no gol!
Claro que essa “estória”, esse “ causo”, é pura ficção e o mesmo veio à memória para divertir um poucos os leitores do site Grito Regional.com.br e claro isentando os dois jogadores que estiveram em campo de qualquer semelhança com o “causo” contado, pois os mesmos são idôneos e merecem o respeito de todos os torcedores do Brasil.
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