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Campo Grande, segunda-feira, 06 de abril de 2026.

Um dos melhores árbitros no futebol de MS, Lourival Ribeiro da Paixão, foi o primeiro a sentir uma contusão durante um jogo (Foto?Google)
Antes mesmo de a bola rolar, nesta quarta-feira (8), em jogo válido pela Libertadores, a Conmebol, entidade responsável pela competição na América do Sul, já anunciou a troca do árbitro que, teria sido indicado na semana passada.
O jogo será entre os times do Júnior Barranquilla e Palmeiras, que seria dirigido pelo árbitro Facundo Tello, mas que agora, será substituído pelo compatriota Maximiliano Ramírez, devido à uma contusão sentida durante a partida que ele comandou, entre as seleções da Jamaica e República Democrática do Congo, válida pela repescagem da Copa do Mundo e que foi vencida pelos congoleses, pelo placar de 1 x 0.
O número de árbitros trocados ou substituídos devido às contusões, não se tem uma estatística ou um número exato, mas independentemente disso, mesmo sendo registrados poucos casos desse tipo, com toda certeza o futebol de MS está entre eles, em um jogo disputado na década de 1.980, claro, em Corumbá.
De acordo com as pesquisas, as substituições de árbitros durante um jogo de futebol são casos raros, mas acontecem, geralmente devido a lesões musculares ou problemas físicos, sendo o quarto árbitro (árbitro reserva) o substituto imediato.
Para tal fato, não existe um número exato acumulado na história do futebol mundial, pois a maioria dos registros é focada em ligas locais, mas é um acontecimento incomum, ocorrendo poucas vezes por temporada em grandes ligas.
E como se sabe, as causa mais comum é lesão muscular do árbitro principal (como fisgadas na coxa). Nesse caso, se o árbitro principal não puder continuar, o quarto árbitro assume o apito.
No entanto, esse não foi o caso especifico do argentino Facundo Tello, que sentiu a parte posterior da coxa esquerda e de imediato foi trocado.
Facundo sentiu a lesão durante a prorrogação e o jogo precisou ser paralisado por cinco minutos para ele ser atendido.
Corumbá
Esse fato não chega a ser nenhuma novidade no futebol de MS, pois na década de 1.980, não recordo especificamente o ano, mas em uma quarta-feira à noite, em um jogo válido pelo Campeonato Estadual, aconteceu a troca do árbitro durante o jogo disputado no Estádio Arthur Marinho, entre as equipes do Corumbaense e Operário.
Em Corumbá, o jogo era válido ainda pela fase classificatória, dirigido pelo árbitro Lourival Ribeiro da Paixão (In Memoriam), um dos melhores do Quadro da FFMS e depois de se aposentar, se tornou diretor de futebol justamente do Operário, a convite do então presidente Oswaldo Durães e ambos levaram o time alvinegro ao mais importante conquista do time, em toda a sua longa e vitoriosa história, que foi o título de Campeão Brasileiro do Módulo Branco, em 1.987. E não se sabe o porquê, muitos fazem questão de ignorar talvez por falta de conhecimento e.
Na época, longe das denominações modernas empregadas agora até mesmo na arbitragem, no chamado “futebol moderno”, onde não se fala mais “bandeirinhas” e sim árbitros assistentes, o jogo era dirigido, claro, pelo árbitro central, dois “bandeirinhas”, pois essa era a denominação oficial, sendo diferenciado pelos números: 1 e o 2 e além deles, tinha o 4º árbitro, nada de “árbitro assistente”, tal como é hoje em dia a denominação.
O 4º árbitro ficava sentando à uma mesinha e o mesmo era responsável pelas anotações, nomes dos jogadores que faziam os gols, que minuto, dos cartões recebidos pelos jogadores, pois na época, os integrantes das comissões técnicas ainda não eram advertidos com os cartões.
Os “bandeirinhas”, o número 1, foi o Vítor Pinto Barbosa e o número 2, se não me engano foi o “fantástico” José Apolônio (ambos Im Memoriam), conhecido pelos torcedores como “bola nossa!”. Essa é outra “estória” que contarei depois.

Uma das pessoas mais carismática no futebol de MS, o árbitro José Apolônio, esbanjava simpatia (Foto: Google)
Naquele tempo, a ordem para a troca do árbitro durante o jogo, caso o mesmo sentisse algum problema no transcorrer da partida, impossibilitando a sua permanência em campo e essa decisão era da seguinte forma: o “bandeirinha” número 1, era guindado para o posto de árbitro central, o bandeirinha número 2, passava a ser o número 1 e o 4º árbitro, assumiu a bandeirinha número 2.
Já sei, você deve estar ai perguntando: “E quem assumia a função de 4º árbitro?” Caso a contusão não fosse “gravíssima” e depois do atendimento médico feito pelo profissional de um dos times –pois naquele tempo, dificilmente os times tinham esse profissional –ou pelo massagista, que passava aquela “água milagrosa” e o atleta ou árbitro contundido ficava pronto, “zero bala!”, no entanto, nenhum dos dois poderia voltar a participar do jogo, mas o árbitro substituído, poderia sentar à mesa e fazer as anotações inerente ao jogo.
O jogo, apesar da precária iluminação no estádio Arthur Marinho, transcorria normalmente, talvez em função da elevadíssima temperatura, Lourival Ribeiro da Paixão, mesmo acostumado a dirigir jogos na Cidade Branca, ao dar o famoso “pique”, ele sentiu a parte posterior da coxa, tanto que não consegui nem andar, para se dirigir fora do gramado teve que sair de maca para ser atendido à margem do gramado.
Lembrando que no chamado futebol moderno e com o avanço da medicina esportiva, as lesões sofridas hoje pelos jogadores, mesmo sendo na parte posterior da coxa, tem uma “numeração”: 1, 2… como a do corintiano Memphis Depay, que sofreu lesão de grau 2 no musculo anterior da coxa direita. Naquela época era “contusão na parte posterior da coxa” e fim de papo!
Acredito que a partida deva ter sido paralisada em torno de cinco minutos, tempo suficiente para constatar a impossibilidade de o árbitro Lourival ribeiro da Paixão voltar ao gramado e dar continuidade à partida.
Com isso, Vítor Pinto Barbosa, teve que assumir o apito e comandou o jogo até o fim, com a vitória do Operário, pelo placar de por 1 x 0.
Então a troca de árbitro não chega a ser nenhuma novidade no futebol de MS, que pode entrar na estatística mundial com esse caso verídico.
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