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Campo Grande, segunda-feira, 29 de junho de 2026.

oficina de ballet

Parque Ayrton Senna já recebe inscrições para atividade que desperta interesse nas crianças e adolescentes

Por Gilson Giordano em 29/06/2026 às 10:00

Mãe da aluna Lívia Carto, Thiciany Scarton, conta que a filha, já apresentou melhorias nunca antes desenvolvidas (Foto:Divulgação)

Localizado no bairro Aero Rancho, na região do Anhanduizinho, o Parque Ayrton Senna, é um dos locais onde os pais ou os responsáveis por menores, desde que estejam na faixa etária dos quatro aos 17 anos, poderão fazer a inscrição do mesmo para aprender a magia do ballet gratuitamente.

Como se sabe, essa atividade esportiva já é realidade para muitas crianças e adolescentes de Campo Grande que dispõe de vários locais para essa oficina, promovendo disciplina, desenvolvimento físico, criatividade e inclusão por meio da dança.

As inscrições podem ser feitas diretamente com o professor responsável em cada local. No Parque Ayrton Senna, as atividades ocorrem às segundas e quartas-feiras, das 14h às 19h.

Há um ano e meio como professor de ballet clássico da Funesp no Parque Ayrton Senna, Diógenes Santos destaca que a modalidade vai muito além do aprendizado dos movimentos.

“O ballet clássico é uma gama de ensinamentos. A gente ensina disciplina e como conhecer o próprio corpo. O ballet clássico sempre vai ter movimentos finos, tranquilos e também fortes. Além disso, preparamos as crianças para a sociedade, trabalhando valores como amor e fraternidade”, explicou. “Sempre incentivamos o lado teatral e criativo, além de ensinar a metodologia do ballet clássico. O que ensinamos aqui é seguido no mundo inteiro, com os mesmos passos e os mesmos nomes em francês”, destacou o professor.

Além das aulas gratuitas, o aluno receberá ainda, todo o uniforme necessário, composto por collant azul, saia, meia-calça, sapatilha, rede para cabelo e uma bolsa. Enquanto o kit não é entregue, as crianças e adolescentes podem participar normalmente das atividades. “No início, se a criança ou adolescente ainda não tiver o uniforme, pode vir normalmente, com uma roupa confortável e uma meia nos pés, até ir se acostumando e receber o uniforme”, explica o professor.

O impacto do projeto também é percebido pelas famílias. A mãe da aluna Lívia Carto, de seis anos, Thiciany Scarton, conta que a filha, que iniciou nas aulas em 2025, apresentou mudanças significativas. “Para a Lívia está sendo muito bom. Ela teve uma desenvoltura muito boa, está mais organizada e responsável. O projeto é ótimo e o professor é um querido. Aconselho todas as mães a trazerem seus filhos para cá. Nós somos uma família de baixa renda e não teríamos condições de pagar uma aula de ballet para ela. Aqui temos toda uma estrutura gratuita”, ressaltou. “Enquanto deixo ela no ballet, faço musculação aqui no parque”, acrescentou.

Bruna Viega, mãe da aluna Emanuele Viega, que começou a frequentar as aulas neste ano,também destaca a evolução da filha (Foto:Divulgação)

Quem também destaca os benefícios é Bruna Viega, mãe da aluna Emanuele Viega, de sete anos, que começou a frequentar as aulas neste ano. “Ela mudou a questão da organização, desenvolveu a coordenação motora, autonomia e disciplina. Achei excelente ter aqui no parque tanto o ballet quanto outros esportes e atividades físicas. São atividades que acabam sendo mais caras para muitas famílias e tê-las à disposição dos moradores é excelente, tanto para o desenvolvimento das crianças quanto das famílias”, frisou.

 

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