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Campo Grande, terça-feira, 03 de fevereiro de 2026.

estádio morenão

Locais apropriados construídos para a prática esportiva que vão aos poucos, se tornando “elefantes brancos” na Capital de MS

Por Gilson Giordano em 03/02/2026 às 12:52

Não pelo seu tamanho, mas o Estádio Morenão, tende a ser o primeiro da fila das obras classificadas como “elefantes brancos” dos locais destinados à prática do esportes na Capital de MS (Foto: Arquivo)

Os desportistas mais jovens, digamos a partir dos 20 anos acima, podem pensar que o chamado esporte amador que na verdade é um “profissional marrom”, da Capital de MS, sempre viveu nesse ostracismo em que se encontra atualmente, sendo salvo pelo “gongo” graças às disputas de vários campeonatos de futebol amador que ainda, fazem a festa e levam a alegria aos moradores de todos os bairros que formam a Capital de MS.

Claro que também, com outras raríssimas exceções desta ou daquela modalidade esportiva, cujos atletas praticantes, a todo custo, tentam manter a mesma em evidência.

Ao contrário do passado, onde todas as modalidades praticamente tiveram mais ou menos uns 30 anos de intensas atividades e olha que, mesmo sem as polpudas ajudas financeiras por parte do Governo Estadual, o esporte “amador” era vivido com intensidade na Capital de MS, que a partir dos sábados à tarde e aos domingos, os atletas viviam dias intensos e agitados, com muitas competições.

Elefantes “quase” brancos

Como se sabe, a chamada construção denominada como uma obra “elefante branco” é referente a um projeto de infraestrutura ou construção de alto custo, grandioso e pomposo, que se torna inútil ou subutilizado após a sua conclusão e com o passar do tempo, a mesma vai caindo no mais completo esquecimento.

Antes de relatar os momentos históricos e de ouro vividos pelos chamados “atletas amadores”, primeiros, divulgaremos os locais que hoje estão bem perto de se tornaram verdadeiros “elefantes brancos”, mas que foram devidamente construídos para as práticas de algumas modalidades, que de repente, sem as devidas obras de manutenção foram ou estão caindo no esquecimento e com isso, sendo aos poucos abandonados.

Principais

Mesmo não sendo na maioria das vezes utilizado  por atletas amadores, mas no caso dos “elefantes quase brancos”, que coincidentemente devido ao seu tamanho, o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, conhecido como “Morenão”, pode encabeçar essa triste fila.

Inaugurado no dia 7 de março de 1.971, com o jogo entre as equipes do Flamengo e Corinthians, vencido pelo primeiro, pelo placar de 3 x 1, o referido estádio, já foi apontado como o maior estádio universitário da América Latina, que é formada por 33 países, sendo esses das Américas do Sul Central e ainda do Caribe, foi classificado como o 18º melhor Estádio de Futebol do Brasil.

Portanto, prestes a completar 55 anos de fundação, hoje com as estruturas velhas e ultrapassadas, sem as devidas obras de manutenção e totalmente fechado, o Morenão tende a ser um dos construídos para a prática do futebol a se tornar um dos “elefantes brancos” na Capital de MS.

O mesmo  “Morenão”, que foi palco  de um dos jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro, no dia 6 de março, de 1.982  entre Operário x Vasco da Gama,  por  onde passou pela sua parte externa o Objetivo Voador Não Identificado (OVNI), mas que os mentirosos de plantão até hoje insistem em dizer que o mesmo teria “pairado’ sobre o campo  durante o andamento do jogo; o mesmo Morenão, onde um paraquedista, devido à força do vento, acabou saltando e parando em um poste de alta tensão, na noite do jogo amistoso entre as seleções do brasil e  Paraguai, o mesmo  “Morenão” que no jogo também válido por um dos campeonatos brasileiros, o Operário empatou por um gol contra o Palmeiras e que nas arquibancadas descobertas, que ao tremer devido a uma descarga elétrica, um torcedor gritou que o estadio estava caindo e o que se viu foi centenas de pessoas desesperadas e saltando no fosso ou tentando saltar na pista de atletismo, enfim, o mesmo “Morenão” de milhares e milhares de histórias.

Mini Copa do Mundo

Em 1.972, o “Morenão” foi a sede do Grupo “C” da Mini Copa, denominada como Copa da Independência, em alusão à passagem dos 150 anos da Independência do Brasil, que teve as seleções da Iugoslávia, Paraguai, Peru, Bolívia e Venezuela.

O Morenão foi palco de três jogos:  Paraguai 4 x 1 Venezuela, Paraguai 1 x 0 Peru e Iugoslávia 1 x 1 Bolívia.

Além dos jogos válidos pela Mini Copa – Taça Independência, o “Morenão” também foi palco de um jogo amistoso entre as seleções brasileira, que enfrentou e a do Paraguai, em jogo preparatório para a Copa América disputada no Chile.

Depois, e, 14 de outubro de 1.999, enfrentou a Venezuela, com empatou sem gols, em jogo válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo, que foi disputada na África do Sul.

Além disso, o “Morenão” foi palco de memoráveis jogos envolvendo as chamadas grandes equipes do futebol brasileiro, quando um dos times da Capital de MS, Operário ou o Comercial, na condição de Campeão Estadual, integravam a chamada Taça de Ouro e com isso, os “grandões’ desfilavam no gramado do referido estádio, onde encontravam dificuldades.

Todos os jogos com “casa cheia!”

O próprio campeonato estadual, devido à qualidade dos jogadores que integravam os times tanto os das categorias de base bem como os que eram contratados de outros centros, atraiam as atenções dos torcedores.

Decadência   

No entanto, devido aos mais diversos problemas detectados pela falta de conservação, o Estádio acabou sendo interditado e há quase seis anos e as obras iniciadas como reformas dos banheiros, foram concluídas, mas as mesmas podem ficar de novo ultrapassadas.

Recentemente o Governador do Estado, durante um jogo de confraternização realizado no Rádio Clube, anunciou a disposição em firmar parcerias público-privada, mas diante do silêncio, tudo voltou à estaca zero.

Alto custo

É inegável que além do elevado custo para a reabertura do Morenão, em dias de jogos o time mandante terá que desembolsar também uma elevada quantia por jogo ali disputado e diante da ausência de torcedores, o mesmo poderá continuar fechado, a não ser que tal parceria público-privada citada pelo governador do Estado, arque com as despesas por cada jogo ali disputado.

Pois o mesmo devidamente reformado, precisará de manutenção diária e para tanto, terá que ter uma equipe composta por vários funcionários e além dessa manutenção, em dias de jogos,  terá que ter mais funcionários ou pagar “extras” para quem já trabalha,  para abrir e fechar o local.

Nas próximas reportagens, serão enfocados o Autódromo Internacional de Campo Grande, Kartódromo, Jóquei,  Pista de Motocross e a Pista de Atletismo, além das modalidades esportivas que fizeram sucesso bem como os organizadores das competições.

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