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Campo Grande, domingo, 18 de abril de 2021.

Amadorzão ainda respira!

Até que ponto a crise financeira mundial causada pelo coronavírus Covid 19, pode afetar também futebol amador na Capital de MS?

Por Gilson Giordano em 12/04/2021 às 10:11

Diretoria da UEFA-MS avançava nas negociações com grandes marcas no mercado nacional, mas devido à doença, tudo parou (Foto: Arquivo)

Como todos sabem, é inegável que a pandemia causada pelo coronavírus Covid 19, continua causando um enorme estrago financeiro no futebol mundial e essa crise tem respingado e muito, no futebol amador que, como se sabe, vive quase que exclusivamente do bolso dos donos dos times, os chamados de “Mecenas”, das “vaquinhas” feitas pelos jogadores do elenco e com raras exceções alguns deles contam com patrocinadores e estes bancam boa parte dos gastos oriundos com o futebol.

Manoel Roberto dos Santos, “Ceará”, um dos mecenas no futebol amador da Capital de MS, com o time Original Motoso (Foto: Arquivo)

Além disso, o futebol amador também pode sofrer outro impacto e este social, que poderá ser causado pelo desemprego de alguns “boleiros” e com isso, diminuir ainda mais a participação nas “vaquinhas” feitas, podendo ocasionar assim, até mesmo a falência prematura de vários times de futebol amador tradicionais na Capital de MS, onde a maioria absoluta luta com extrema vontade para a manutenção da equipe e também de virar essa página perdida no futebol, para a doença.

UEFA-MS

Criada há pouco mais de três anos, a União Esportiva de Futebol Amador de MS, tinha elaborado dezenas de planos e com eles, desafogar em muito os gastos dos times participantes nas competições por ela promovidas e organizadas e talvez até mesmo em outras competições.

Devidamente documentada, a entidade que começou a ganhar respeito dos mais conceituados empresários da Capital de MS e ate mesmo do país, como algumas grandes famosas pela seriedade e conduta na atividade futebolística amadora, com muitos projetos ambiciosos e perfeitamente palpáveis e realizáveis, mas também teve que se curvar e recolher o “flap” diante da crise causada pelo coronavírus Covid 19, que continua afetando a economia mundial.

Além da UEFA-MS, existem também outras competições que são igualmente dirigidas pelos seus organizadores e que merecem todo o respeito e igualmente, tal como a entidade, tem o respeito e confiança da classe empresarial.

Os Campeonatos disputados na Arena Guanandizão é outro exemplo de honestidade e seriedade empregado pelo seu organizador, que há anos proporciona essa atração aos moradores da Capital do Estado.

Naquele espaço público municipal, a empresa responsável pelos campeonatos é a Maroka Eventos Esportivos que igualmente a UEFA-MS está também devidamente documentada e apta a ganhar ou a receber empresas de porte nacional, para a realização dos eventos ali disputados.

O Campeonato disputado na Arena Alves Pereira, também é outro que merece muito destaque e credibilidade por parte dos ainda poucos “colaboradores”, quando na verdade deveriam ser patrocinadores do evento de tamanha envergadura.

Como se sabe, o futebol amador praticado na Capital de MS ainda, não serve de modelo de negócios para os veículos de imprensa de forma geral. Na televisão, principalmente, será muito difícil o seu acesso, pois, devido às estampas dos patrocinadores nas camisas dos times, nenhuma emissora de televisão aceitará “tal agressão, ao departamento comercial”. Postura essa que pode fazer o canal a fechar ótimos contratos, pelo fato de estar com muita sede. No entanto, não apenas os canais de televisão, pois outros nichos da imprensa, como rádios, sites entre outros, poderiam explorar esse “Eldorado” que ainda tem muito tesouro para ser extraído, desde que, muito bem trabalhado com a mesma honestidade, empregada pelos diretores da UEFA-MS e dos alguns abnegados que ainda insistem em movimentar a modalidade.

É inegável que o futuro da doença ainda é sombrio e isso também assombra e muito o futebol amador na Capital de MS, que sem uma ferramenta para o desenvolvimento e o seu crescimento, poderá num curto espaço de tempo, ver mais times tradicionais abandonando as competições e com isso, acabando com a alegria também de dezenas de torcedores que tem na modalidade o único lazer nos fins de semana.

Uma das alternativas da diretoria da UEFA-MS era captar recursos junto aos órgãos públicos estadual e municipal, além de tentar atrair investimentos através das grandes marcas de patrocinadores para as suas competições. Tudo estava caminhado dentro do planejamento devidamente elaborado pela diretoria da entidade. Todas as partes mencionadas haviam sido contatadas. Os órgãos públicos analisavam as propostas feitas pela entidade quanto à ajuda, enquanto que algumas empresas de grandes portes comerciais estavam aos poucos se aproximando da entidade a quem poderia abraçar e com essa união, promover um supercampeonato tal como os existentes ainda nos dias atuais pelo país afora. Mas devido à doença, tudo parou e com essa parada, as negociações podem voltar à estaca zero.

Mecena do time, o empresário Márcio Barriviera, patrocina muitos campeonatos e vários times com a marca Agrolaço Pet Shop (Foto: Arquivo)

Mas de forma geral é importante que, neste momento, todos permaneçam unidos e cada um fazendo a sua parte: promotores de eventos, árbitros e times.

No momento, cada parte tem que continuar cedendo o que for possível, pois no momento essa pode ser a principal saída para enfrentar a crise vivida também na modalidade, pois do contrário, a bolha financeira pode estourar de vez, antes que seja anunciado o fim da pandemia e acabar com tudo de bom que já foi conquistado.

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