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Campo Grande, sábado, 16 de maio de 2020.

Futebol água e sal

Com medidas rígidas, futebol volta a ser jogado na Alemanha, mas perdendo a sua essência e o brilho de sempre

Por Gilson Giordano em 16/05/2020 às 15:49

Com as novas medidas, essa aglomeração feita pelos jogadores do Vó Maria, tão logo foram campeões, está proibida (Foto?: Arquivo)

De repente, o futebol pode ficar “chato”, caso o mesmo seja reaberto, mas que deva ser igual ao praticado na Alemanha, que também foi reiniciado neste sábado (16) e para tanto, todas as medidas de biossegurança foram ou estão sendo tomadas pela Liga Alemã.

Apesar das providências, as mesmas podem ser paradoxal, isso pra não dizer muito contraditório.

Senão vejamos: De acordo com as informações, o Campeonato de Futebol Profissional na Alemanha, foi reiniciado neste sábado (16) e com uma série de medidas.

Mesmo com as medidas, o Borussia Dortmund goleou por 4 x 9 o time do  Schalke 04, mas atentemos  às medidas.

Os jogadores dos dois times, bem como os integrantes das comissões técnicas, desembarcaram no estádio que teve os portões fechados, portanto, sem torcida, todos usando a máscara facial.

Foi feito9 o mesmo procedimento – uso da máscara facial – durante o reconhecimento do gramado.

Após essa atividade, os jogadores voltaram para os seus respectivos vestiários de onde saíram praticamente em cima da hora de o jogo começar e mal deu tempo de se posicionarem, para que a partida fosse então, iniciada.

No retorno, claro que os jogadores não fizeram o tradicional cumprimento, incluindo ai, o quarteto de árbitros. Muito menos no fim do jogo, quando a maioria se abraça e até trocam as camisas.

Pior de tudo, nos momentos dos gols, os jogadores não puderam dar o tradicional abraço, quando eles fazem aquela “pirâmide” e na verdade, não puderam nem se tocar. O cumprimento foi de longe e apenas a palma da mão aberta, tal como o tradicional “tchau”.

As contradições

Apesar de todas as medidas tomadas para evitar o contágio e a propagação do coronavírus, vem o mais engraçado, se não fosse, digamos, triste para o futebol: na hora dos gols, os jogadores não puderam comemorar para prevenir o contágio, mas e durante o jogo, será que eles conseguiram evitar os contatos físicos? Será que conseguiram evitar os tradicionais e conhecidos “agarrões?” E quando a falta foi próxima à área, não tiveram que formar a barreira e não ficaram um bem perto do outro? E nas cobranças dos escanteios, dentro das áreas, onde são registrados os “agarras-agarras?”

As medidas são na verdade essenciais, mas em se tratando de futebol, fica praticamente impossível adotá-las e diante disso, antes manter a modalidade suspensa e que a mesma volte na sua plenitude com todos os atributos e encenações que fazem parte do espetáculo, pois sem ela e sem o torcedor, o futebol perde de uma vez a sua graça e a sua essência.

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